Aquele que tudo vê está prestes a escrever mais uma ordem na tábua das leis online. Após alguns anos de estudos, o Google vai finalmente começar a exibir publicidade direcionada de acordo com o perfil de navegação dos usuários.



Segundo o blog de uma das mais importantes executivas da empresa, Susan Wojcicki, o plano terá um teste-drive no YouTube e nos sites parceiros que exibem os links patrocinados do Google, para depois ganhar a web. Esses parceiros fazem parte do programa AdSense, que funciona através de um sisteminha bem simples: qualquer site pode reservar um cantinho para publicar links patrocinados vendidos pelo Google.



Até agora, os anúncios eram escolhidos de acordo com o conteúdo do site. Um site que fale de futebol, por exemplo, exibiria anúncios de camisas de time e chuteiras, outro de moda traria publicidade de lojas do segmento, e por aí vai.



A diferença, agora, é que o usuário que curte futebol poderá ver anúncios de chuteiras até quando estiver visitando um site de tecnologia. O Big Boss da web tem uma boa idéia de onde você anda clicando, e vai usar essa informação para oferecer publicidade mais adequada ao usuário. Voilà!



É claro que esse tipo de direcionamento imediatamente levanta a questão da privacidade. “Pô, se eu curto uma sacanagenzinha não vou querer ver anúncios de bonecas infláveis enquanto consulto notícias nos grandes portais, né?”



Sem dúvidas. Para evitar esse impasse, o Google oferecerá também duas ferramentas de controle. A primeira delas é a que permite escolher não ver os anúncios segmentados. Ao optar por ficar de fora do programa, você vai continuar a ver a publicidade de acordo com o conteúdo da página, do jeitinho que está.



O pulo do Garfield está na segunda: o usuário poderá escolher que tipo de anúncio "personalizado" quer ver nos sites que publicam anúncios do Google. Ou seja, você vai poder finalmente mandar pro limbo certos anunciantes indesejados (e incluir também).



Mas o cerne da pedra filosofal é que o Google, cada vez mais, usa a montanha de informações acumuladas a seu favor, deixando os donos dos sites parceiros no escuro. De acordo com o Portal Exame, trata-se de uma bomba de efeito moral - não destrói nada, mas vai dar mais um baita susto nas empresas de mídia e nos anunciantes.



Para nós que estamos só espiando ali do outro lado do saloon, essa é mais uma tacada de quem sabe encaçapar com maestria. Mas palma, palma, não priemos cânico! Assim como a relação da internet com os demais meios de comunicação veio para somar, esta será apenas mais uma opção dentre tantas que surgem todos os dias.

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Brasileiro passa 3 vezes mais tempo na Web que vendo TV 
SÃO PAULO (Reuters) - Uma pesquisa realizada pela Deloitte e divulgada nesta sexta-feira afirma que os brasileiros passam três vezes mais tempo por semana conectados à Internet do que assistindo à televisão.



O estudo "O Futuro da Mídia" está na terceira edição, mas esta foi a primeira em que o Brasil foi inserido entre os outros países pesquisados: Estados Unidos, Japão, Alemanha e Grã-Bretanha. Dos 9 mil entrevistados, 1.022 eram brasileiros.



De acordo com a pesquisa, os consumidores brasileiros gastam, atualmente, 82 horas por semana utilizando diversos tipos de mídia e de entretenimentos tecnológicos, como o celular. Para a maioria dos consumidores, o computador superou a televisão em termos de entretenimento.



A maior parcela dos participantes (81 por cento) apontou o computador como o meio de entretenimento mais importante em relação à TV. Entre os ouvidos, 58 por cento disseram que videogames, jogos no computador e online são importantes fonte de diversão.



Metade dos entrevistados estão atentos aos lançamentos tecnológicos e tentam adquirir rapidamente esses equipamentos. Além disso, 47 por cento dos pesquisados usam o celular como um dispositivo de entretenimento.



O levantamento ouviu pessoas com entre 14 e 75 anos de idade.



A faixa etária de 26 a 42 anos é a mais envolvida com atividades interativas na Internet, como assistir a programas de TV ou usar o computador para chamadas telefônicas.



Em todas as faixas de idade, a atividade mais realizada na Internet é a criação de conteúdos pessoais para serem acessados por outras pessoas, como Web sites, fotos, vídeos, músicas e blogs, diz o estudo.



DISPOSTO A PAGAR MAIS



Outro dado detectado pela pesquisa da Deloitte foi que os brasileiros se sentem limitados na Internet pela velocidade de sua conexão.



Por isso, 85 por cento dos ouvidos afirmaram estar dispostos a pagar mais para ter conexões mais velozes. As pessoas da faixa etária acima de 43 anos são as mais dispostas a pagar mais caro por mais velocidade.



Entre todos os entrevistados, 92 por cento possuem celular. Entre os aplicativos deste tipo de aparelho, as mensagens de texto são as mais utilizadas (92 por cento), seguidas da câmera digital (78 por cento), jogos (67 por cento) e a câmera de vídeo (62 por cento).

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Investir na web: a melhor saída na crise











Outdoors, patrocínio na camisa de futebol e placas de publicidade já fazem parte do passado. Com a crise que assola todas as multinacionais do planeta, as empresas começam a mudar o foco de sua estratégia, e vêem na web uma excelente oportunidade de se manterem no topo.





O investimento online - relativamente barato em relação aos outros meios - aliado a uma sólida estratégia de marketing e transparência com o cliente formam a tríade de sucesso da FIAT, a empresa automotiva que mais investe na internet hoje.



Seu diretor de publicidade e marketing, João Batista Ciaco, concedeu recentemente uma entrevista ao Webinsider, onde deixou claro que a empresa escancarou de vez as portas às inúmeras novidades e benefícios do web business (a começar pela logomarca totalmente 2.0).



Confira os principais trechos:





“Em 2009 vamos investir mais em digital. Continuaremos a ter investimentos em todas as ferramentas, mas a porcentagem crescerá para o digital. Não só por ser um ano de apertos nos cintos, mas porque acreditamos que o digital é um caminho sem volta (...) A inovação é um atributo forte da marca Fiat e de seus produtos e a internet transfere valor para este posicionamento. Mais ainda, a internet possibilita ajustes imediatos em nossa comunicação e tem um retorno de resultados muito claro”.



(sobre os planos futuros de comunicação da FIAT)





"O consumidor sempre teve o poder de escolha em suas mãos. A diferença é que, com o digital, ele não só escolhe o produto que quer comprar, que prefere, mas também diz para todos. Se antes ele falava para uma dúzia de amigos e parentes, hoje ele pode montar um blog ou participar de um fórum, elogiando ou não um produto ou uma marca, para milhares de pessoas em todo o mundo."



(sobre o poder do consumidor na era digital)





"Cada vez mais a propaganda não trabalha sozinha. Temos quer fazer uma comunicação integrada tendo como objetivo alcançar o coração de nosso público em qualquer lugar que ele esteja. Pode ser assistindo a uma novela ou em um blog, ou em um evento, ou no cinema.



Esta inserção do produto/marca, porém, deve estar contextualizada para justamente gerar o interesse e a percepção do consumidor. Por exemplo, na primeira cena do filme “Ensaio sobre a Cegueira” aparece um Fiat Linea. O Big Brother é um grande espaço para lançamento de carros na tevê, é a chance de mostrar os features do carro, que serão depois trabalhados na internet etc."



(exaltando a importância das ações de merchandising da empresa)





"Não basta apenas o discurso. Ao provocar o futuro, a Fiat expõe também a sua visão de empresa comprometida com a sustentabilidade do planeta, inclusive nas questões que afetam o seu produto e a sua aplicação, como a mobilidade e a ecologia. Esta percepção será efetiva na medida em que a comunicação das ações de responsabilidade corporativa guarde uma relação de verdade com a prática da empresa, como fazemos na Fiat. Se a prática não corresponde, o consumidor não vai “comprar” a mensagem."



(rechaçando a sustentabilidade apenas como discurso para vender)





"Talento é algo que se constrói ao longo de uma carreira com persistência, com acertos e com erros. É o conjunto da obra ao longo de anos que torna um profissional mais valorizado e admirado. O ego pode distrair o profissional deste caminho, deste rumo. O mais importante na profissão de marketing é entender o consumidor. Se olhar para dentro apenas, não se consegue fazer marketing. Fazer marketing é olhar o mundo pelos olhos dos outros."



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Google Adsense para jogos online





De acordo com a comScore, uma média de 25% dos usuários da internet passam pelo menos um pedaço do seu tempo da semana se divertindo com jogos online, esse valor representa a quantia 200 milhões de pessoas em todo o mundo. Então, como ganhar dinheiro com todo esse público? O Google sabe, para variar.



Como é de praxe a gigante de Mountain View então não perdeu tempo e lançou sua mais nova modalidade de adsense, o “for games”, ainda em fase beta mas muito promissor. O que o sistema faz é simplesmente inserir o anúncio em pontos estratégicos do jogo, como por exemplo, antes do inicio da próxima fase ou até mesmo antes do jogo começar. Enfim, o desenvolvedor poderá ter toda liberdade para escolher o melhor lugar para veicular seu anúncio.



Assista ao vídeo abaixo para saber como um anúncio pode interagir com seu game.

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A reinvenção da propaganda no mercado de mídia digital









Nós da Comunicação.com.br



Ao longo de sua história, a publicidade foi se adaptando e inovando sua forma de atuação, de acordo com as possibilidades oferecidas pelas tecnologias disponíveis em cada época. Atualmente, existem cerca de 124 milhões de aparelhos celulares e 39 milhões de internautas no Brasil, segundo dados de uma pesquisa realizada pela Anatel e pelo Ibope Net Ratings. Esse cenário traduz uma nova fase da publicidade, na qual surgem novas práticas nas agências, como o mobile e o web marketing, ao mesmo tempo que o público jovem está cada vez mais distante da televisão e próximo da internet e do celular.



Em função desse novo cenário, acredita-se que o futuro das campanhas de comunicação seja de crescimento e ampliação do uso dessas novas tecnologias, que têm a interatividade como principal característica. Para Juliana Demasi, consultora de Marketing da Tim Brasil e professora de pós-graduação em marketing digital das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), as novas mídias são canais efetivos e segmentados, com grande potencial de resultados. “A evolução da propaganda anda lado a lado com o grau de importância que esses meios assumem na vida de milhões de pessoas. Quando se fala de publicidade on-line, é preciso estar atento à especificidade desse público-alvo, que se interessa por e interage com tecnologia”, conta Juliana.



A especialista ressalta a campanha da marca Seda Teens como exemplo de publicidade inovadora. Realizada em abril de 2008, a campanha teve o maior investimento em mobile marketing do Brasil. Ao perceber que o celular fazia parte do cotidiano de meninas entre 12 e 17 anos, a Unilever fez uma parceria inédita com a Nokia para atingir esse público-alvo. Foi desenvolvido um case de propaganda em celular e todo o conteúdo do telefone portátil foi personalizado para as jovens com a cara da Seda Teens.



“O mercado de celulares cresce diariamente e amadurece cada vez mais com a introdução de novos recursos e serviços”, complementa Juliana, que se preocupa com a falta de regulamentação do setor. “O mobile marketing se torna um método efetivo por ser uma comunicação extremamente pessoal. O lado negativo está na possibilidade de ocorrerem abusos sistemáticos que provoquem reações negativas nos consumidores. As políticas atuais de privacidade na internet talvez não sejam efetivas, sendo necessário que se adaptem a essa realidade também”.



A internet é outro meio que marca a transformação do mercado publicitário. Segundo Sérgio Lima, diretor da agência Limonada Virtual, que atua em marketing de performance, o ambiente virtual se destaca pelo alto poder de mensuração de resultados, permitindo trabalhar ações preventivamente. “A realidade é que as campanhas em jornais, revistas ou televisão não são tão eficientes em termos de resultados imediatos como a internet. Com as mídias tradicionais entendendo o funcionamento da mídia on-line, a publicidade interage cada vez mais com o consumidor final”, afirma o publicitário, que acredita no crescimento do setor brasileiro ao seguir a tendência mundial das mídias digitais.



“O Brasil estava atrás, mas atualmente está à frente de muitos países. Além disso, inova muito, pois o mercado nacional segue a tendência mundial e, por isso, migra para o ambiente on-line. O consumidor de hoje assiste à televisão de costas, porque ele está na internet e falando ao celular ao mesmo tempo. Os jovens que nasceram no mundo virtual fazem tudo pela web, e o mercado já entendeu isso”, complementa Sérgio.



Qualquer previsão sobre o futuro do setor, no entanto, é considerada uma ousadia pelos especialistas, visto que novas tecnologias surgem a todo o momento. Mas o caminho natural do mercado publicitário é em direção ao de mídia digital, com profissionais cada vez mais especializados. “A publicidade sempre inova e se adapta, ainda mais em se tratando de tecnologia. Por isso, acredito que ainda teremos muitas novidades pela frente”, finaliza Juliana Demasi.



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